Por volta de 1580, o Padre José de Anchieta e seus missionários passavam pelo estado do Espírito Santo para visitar os jesuítas, que formaram aldeias no local com a finalidade de catequizar os índios. Guarapari é uma dessas aldeias criadas no litoral do Estado.
Após cinco anos, Anchieta fundou uma capela no alto da colina. O lugar servia de residência para os padres em missão e local de catequese dos índios. A capela foi devotada a Santa Ana, recebendo o nome de Aldeia do Rio Verde ou Aldeia de Santa Maria de Guarapari.
Quase 100 anos depois, em 1677, o donatário da capitania, Francisco Gil de Araújo, fez outra igreja na aldeia de Guarapari, dessa vez dedicada a Nossa Senhora da Conceição, por ser a padroeira da aldeia (hoje a ruína da igreja é patrimônio histórico).
No 1º dia de 1679, o Donatário Araújo, mandou fundar uma vila, ordenando a eleição de vereadores e um juiz. A comarca de Guarapari foi criada pela Lei Provincial de 1835, cuja a administração era de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal.
Depois de quase 300 anos após seu descobrimento, em 24 de dezembro de 1878, Guarapari passou de vila a município. Hoje, Guarapari, que na língua tupi-guarani, gar-ça vermelha num laço ou armadilha, é o pólo turístico do Espírito Santo. Durante as fé-rias a população de 90 mil habitantes aumenta para mais de 300 mil turistas . A cidade conta com uma grande rede hoteleira, bons restaurantes e uma agitada vida noturna.